A Polícia Militar cumpriu, nesta quarta-feira (2), um mandado de prisão definitiva contra o apresentador de TV Raymond Klebbert de Sousa, em Santarém, no oeste do Pará. A ordem judicial foi expedida pela 1ª Vara Criminal do município e assinada pelo juiz Flávio Oliveira Lauande na terça-feira (1º), após o trânsito em julgado do processo, ocorrido no último dia 12 de agosto.
O caso passou por uma reviravolta no Poder Judiciário. Inicialmente, o réu havia sido absolvido na primeira instância. No entanto, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) recorreu da decisão e obteve provimento na apelação. Com a reformulação da sentença, Raymond foi condenado em definitivo à pena de 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de estupro de vulnerável (artigo 217-A, caput, combinado com o artigo 226, inciso II, do Código Penal).
Alegação de inocência
Ao ser abordado e detido pela guarnição da Polícia Militar, o comunicador declarou ser inocente das acusações. Em sua defesa verbal aos policiais, Raymond afirmou que a denúncia de crime sexual teria sido motivada por uma represália de sua enteada, após ele ter se manifestado contrário ao relacionamento amoroso da jovem com um rapaz.
Histórico: Condenação recente por racismo contra indígenas
Além da condenação na esfera criminal estadual, Raymond Klebbert de Sousa e a empresa proprietária da TV Catraia acumulam reveses na esfera federal. Em 10 de junho de 2026, a Justiça Federal condenou o apresentador de webTV e a emissora por discurso de ódio e racismo praticados contra 14 etnias indígenas da região do Baixo Tapajós.
A Ação Civil Pública (ACP), movida pelo Ministério Público Federal (MPF), responsabilizou o comunicador por ofensas e declarações preconceituosas proferidas ao vivo durante a exibição do programa Conexão Catraia nas redes sociais, em transmissão realizada no mês de junho de 2022.
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