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Segunda-feira, 27 de Julho 2026
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Racha interno, acusações e debandada expõem fragilidade da direita no Pará

Discurso moralista e conservador dá lugar a disputas por poder, brigas públicas e migração para a base governista nos bastidores da política paraense.

Racha interno, acusações e debandada expõem fragilidade da direita no Pará
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Eder Mauro, Allen pelo Pará, Zezinho Lima e Tamuatá estão movimentando as redes sociais com declarações e posicionamentos sobre a Política do Estado
Eder Mauro, Allen pelo Pará, Zezinho Lima e Tamuatá estão movimentando as redes sociais com declarações e posicionamentos sobre a Política do Estado


O discurso de renovação, valores familiares e patriotismo que impulsionou a onda conservadora no Pará enfrenta sua crise mais severa. 
O que antes se vendia como uma alternativa coesa para o comando do Estado hoje se resume a um racha exposto, impulsionado por brigas por espaço, vaidades pessoais e interesses individuais.

Nos bastidores da política paraense, o cenário é de desmonte. Integrantes do bloco conservador vêm trocando acusações graves e protagonizando episódios que expõem a fragilidade da articulação da oposição.

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O desgaste começou a ganhar mais visibilidade pública no embate direto entre o ex-deputado Wladimir Costa e o jovem militante Allen pelo Pará, evidenciando que as divergências já não podiam mais ser contidas somente nos gabinetes.

No entanto, o ápice da crise ocorreu com a entrada do vereador Zezinho Lima no circuito de confrontos. 

Em declarações fortes que movimentaram o meio político, Zezinho subiu o tom contra o deputado federal Éder Mauro, disparando acusações pesadas e chamando o parlamentar de "ladrão" — um golpe duro na liderança que tenta unificar o campo conservador no Estado.

Debandada para a base governista

Como reflexo direto da falta de rumo e do clima hostil, o grupo começou a sofrer perdas estratégicas. 

É o caso do humorista e influenciador Tamuatá, que optou por abandonar o barco diante da sequência de atritos e migrou oficialmente para a base de apoio do Governo do Estado.

Para analistas e interlocutores dos bastidores, o movimento explicita que a tal "onda de direita" no Pará vem sendo utilizada mais como plataforma de conveniência eleitoral do que como um projeto sólido para o Estado. 

Enquanto os discursos públicos apelam para símbolos religiosos e morais, a prática nos bastidores escancara a luta pelo controle político.

Com as máscaras caindo e a base cada vez mais fragmentada, resta saber se o grupo conseguirá estancar a sangria antes dos próximos pleitos ou se assistirá ao esvaziamento completo do seu discurso. 

O Pará Política segue acompanhando os desdobramentos de perto.

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Ivan Leão

Publicado por:

Ivan Leão

Redação do Pará Política.

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