O avanço descontrolado dos focos de incêndio e a degradação da qualidade do ar no Oeste do Pará levaram a Prefeitura Municipal de Santarém a buscar articulação direta com o topo do governo federal. O prefeito solicitou formalmente uma agenda de reunião extraordinária com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, para tratar de ações emergenciais de contenção e combate às queimadas no município.
O pedido ocorre em um momento crítico, no qual Santarém se encontra sob os efeitos do Decreto nº 792/2026, que declarou emergência ambiental e estabeleceu a proibição total do uso do fogo por 180 dias.
Reforço Federal e Apoio Operacional
A reunião solicitada junto ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) busca garantir a ampliação do contingente de brigadistas do Prevfogo/Ibama e do ICMBio, além do apoio de aeronaves de combate a incêndios e apoio logístico para suprir as equipes que atuam de forma ininterrupta nas áreas rurais e nas Unidades de Conservação, como a APA de Alter do Chão.
Mesmo com o empenho das forças locais — compostas pelo Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e brigadas comunitárias voluntárias —, a extensão da estiagem e a incidência de ventos fortes exigem uma estrutura de suporte federal de grande porte.
Manifestação e Integração das Ações
Além do combate direto em campo, a gestão municipal busca que o governo federal auxilie no monitoramento via satélite das áreas atingidas para alimentar as investigações conduzidas em parceria com a Polícia Civil, com o objetivo de identificar e punir responsáveis por eventuais queimadas criminosas.
"A situação exige resposta rápida e integração total entre o município, o estado e o governo federal. Precisamos de reforço logístico e de homens em campo para controlar os pontos críticos e proteger a saúde da nossa população e o patrimônio natural do Tapajós", destaca a representação do município.
O Pará Política segue acompanhando os desdobramentos da agenda em Brasília e a resposta dos órgãos ambientais federais para o Baixo Amazonas.
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