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Sábado, 15 de Agosto 2026
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Daniel Santos promete priorizar mães atípicas, mas carrega histórico de desmonte e abandono no CAPS de Ananindeua

O candidato tenta esconder a herança de caos que deixou no município que governou.

Daniel Santos promete priorizar mães atípicas, mas carrega histórico de desmonte e abandono no CAPS de Ananindeua
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A máscara de "gestor da saúde" de Daniel Santos não resiste a um confronto com os fatos. Ao percorrer o interior prometendo priorizar a assistência às mães atípicas, o pré-candidato tenta esconder a herança de caos que deixou no município que governou. 

O uso oportunista de uma pauta tão sensível escancara a falta de credibilidade de quem, quando teve a oportunidade e os recursos para transformar a vida das famílias neurodivergentes em Ananindeua, preferiu fechar as portas para quem mais precisava.

O RETRATO DA GESTÃO EM ANANINDEUA: CADEADOS NO CAPS E PERDA DE RECURSOS

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Enquanto adota uma postura crítica sobre a oferta de médicos especialistas no interior do Pará, o ex-prefeito deixa de mencionar a realidade enfrentada pela população do município que governou. Em Ananindeua, a rotina das famílias com crianças neurodivergentes foi marcada por obstáculos diários na rede pública de saúde:

Desatendimento e portões fechados: São frequentes os relatos de mães que enfrentam o transporte público com filhos em crise e encontravam o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) com consultas canceladas de última hora, escassez de profissionais e portões trancados.

Perda de verbas do Ministério da Saúde: A eficiência administrativa alardeada pela gestão municipal também sofreu um duro golpe com a perda de recursos federais destinados à construção de uma nova unidade do CAPS no município, fato decorrente de pendências e ineficiência burocrática da própria prefeitura.

O CONTRASTE COM AS INVESTIGAÇÕES DA OPERAÇÃO HADES
A contradição entre a postura pública e a prática administrativa ganha contornos ainda mais graves quando confrontada com as investigações da Operação Hades.

Enquanto a rede municipal de Ananindeua operava com deficiências estruturais e falta de especialistas para o atendimento de crianças com TEA e outras síndromes, as apurações policiais revelavam um esquema em que empresas detentoras de contratos milionários com a prefeitura repassavam valores para quitar as parcelas de um imóvel de luxo avaliado em R$4 milhões no Ceará, adquirido em nome do ex-gestor.

FALTA DE CREDIBILIDADE PARA GOVERNAR O PARÁ
Quem não conseguiu garantir o funcionamento regular dos serviços especializados e perdeu recursos federais para a saúde na cidade que governava carece de credibilidade para se apresentar como a solução para os desafios da saúde pública em todo o Estado do Pará.

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Ivan Leão

Publicado por:

Ivan Leão

Redação do Pará Política.

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