As movimentações no xadrez político das Eleições 2026 ganharam contornos de tensão nos bastidores da oposição. O partido Democracia Cristã (DC) oficializou a retirada do apoio à pré-candidatura de Daniel Santos (Podemos) ao Governo do Pará, promovendo mais um desembarque relevante na base aliada do ex-prefeito.
O movimento da legenda expõe a crescente volatilidade no grupo de apoio a Daniel Santos e sinaliza um rearranjo pragmático das forças partidárias à medida que o cenário eleitoral começa a se afunilar.
O impacto das pesquisas e a migração de base
A decisão do Democracia Cristã coincide com a divulgação dos dados mais recentes sobre a corrida ao Palácio dos Despachos. As amostragens apontam a governadora Hana Ghassan (MDB) na liderança isolada com 52% das intenções de voto — margem que, se confirmada nas urnas, liquidaria a fatura ainda no primeiro turno.
Mais do que o percentual global, o avanço de Hana sobre o eleitorado segmento cristão no estado pesou diretamente no cálculo do DC. A perda do apoio formal do partido representa não apenas a redução de tempo de propaganda e capilaridade para a chapa do Podemos, mas também expõe a dificuldade da campanha oposicionista em reter aliados históricos diante do avanço da candidatura governista.
A coordenação de Daniel Santos ainda não se pronunciou publicamente sobre a perda da sigla, enquanto os bastidores já especulam o destino do DC no arco de alianças estadual.
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