A entrega dos apartamentos está prevista para acontecer nesta terça-feira, com a presença do ministro das Cidades, Jader Filho.
Mas por trás das chaves entregues, existe uma história que ainda está longe de terminar.
⚖️ A disputa que atravessou mais de 15 anos
O residencial foi alvo de uma longa batalha judicial envolvendo o município de Santarém e a AMBAV (Associação de Moradores do Bairro Aeroporto Velho).
A associação alega ter direito sobre a área, afirmando que o terreno foi destinado anteriormente pelo Exército Brasileiro à comunidade. Com base nisso, defende também o direito de indicar os beneficiários das moradias.
Por outro lado, o município seguiu conduzindo o projeto habitacional dentro dos programas oficiais, com critérios próprios de seleção.
Atualmente, ainda tramita na Justiça um pedido da AMBAV relacionado ao reconhecimento desse direito.
🚧 Entre a conquista e a insegurança
Enquanto algumas famílias celebram a conquista da casa própria, outras acompanham com incerteza o desfecho do processo judicial.
A principal dúvida que permanece é:
quem, de fato, tem o direito de definir quem mora no residencial?
Essa resposta ainda depende da Justiça.
🧭 Um marco com pontos em aberto
A entrega do Residencial Moaçara representa um avanço importante na política habitacional de Santarém — especialmente após tantos anos de espera.
Mas também expõe um problema recorrente na região:
projetos públicos travados por disputas institucionais e falta de alinhamento entre órgãos e entidades.
O resultado disso é claro: quem mais precisa acaba esperando mais.
⚠️ O que vem depois da entrega?
A cerimônia desta semana marca o início de uma nova fase, mas não o fim da história.
Com o processo ainda em andamento, decisões judiciais futuras podem impactar diretamente os critérios de ocupação e até gerar novos desdobramentos.

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