Era um tempo em que o espiritual prevalecia sobre qualquer interesse terreno. Hoje, em contraste, o que cresce são grandes templos, estruturas luxuosas e, em alguns casos, lideranças acomodadas, distantes da essência que um dia sustentou o verdadeiro propósito da igreja.
O que deveria ser ambiente de avivamento, em muitos momentos, se transforma em espaço frio, onde falta direção espiritual e sobra interesse paralelo. Enquanto isso, o cuidado com o rebanho tem sido deixado de lado, abrindo espaço para influências que nada têm a ver com os valores do evangelho.
Em Santarém, no Pará, esse cenário tem gerado inquietação entre membros da Assembleia de Deus. Relatos apontam insatisfação com a condução do Pastor Washington, especialmente por decisões que envolvem articulações políticas dentro do ambiente religioso.
Um dos episódios mais comentados foi a movimentação que favoreceu a então candidata Elita Beltrão, deixando de lado o irmão Carlos Silva — membro antigo da igreja, com trajetória construída desde a infância dentro da instituição. A decisão, segundo críticos, não foi apenas estratégica, mas simbólica de uma mudança de prioridades.
A percepção entre parte dos fiéis é clara: princípios estariam sendo negociados para atender interesses políticos.
Diante disso, presbíteros e membros mais atuantes reagiram. Em um posicionamento firme, deixaram um recado direto à liderança:
a igreja não pode ser instrumento de projetos pessoais nem de articulações políticas.
O alerta foi dado. E mais do que isso, foi um movimento de resistência — uma tentativa de preservar aquilo que muitos acreditam estar se perdendo: a essência espiritual da igreja.
É importante lembrar que episódios anteriores já haviam causado desconforto, como a condução que acabou prejudicando o ex-vereador Carlos Silva, reforçando a percepção de favorecimento seletivo dentro da própria comunidade.
O que está em jogo não é apenas liderança, mas identidade.
A igreja que muitos defendem não é feita de influência política, mas de fé, compromisso e verdade.
E, apesar de tudo, uma coisa ainda permanece:
o pulso ainda pulsa.
Há aqueles que resistem, que se posicionam e que lutam para que a essência da igreja primitiva não desapareça do cenário espiritual.
Que Deus tenha misericórdia daqueles que trocam princípios por interesses passageiros.

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