A tranquilidade da vila balneária de Alter do Chão, principal polo turístico de Santarém, foi interrompida na madrugada deste sábado (8). Por volta de 00h30, uma embarcação do tipo catamarã — conhecida popularmente na região como "balsinha" — foi a pique no Lago Verde após registrar uma falha técnica no sistema.
O afundamento mobilizou imediatamente uma grande força-tarefa composta por moradores da vila, além de instituições públicas e privadas, que agiram rapidamente para evitar um impacto ambiental maior em um dos ecossistemas mais sensíveis do Baixo Amazonas.
Ação rápida contém vazamento de combustível
Logo após o acidente, os voluntários e as equipes de resgate identificaram o derramamento de aproximadamente 3 litros de óleo no espelho d'água do lago. Barreiras de contenção e materiais absorventes foram aplicados com agilidade no local para isolar a mancha e conter a dispersão do produto químico nas águas transparentes de Alter do Chão.
Equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), da Secretaria Municipal de Portos e da Marinha do Brasil estiveram no local durante a manhã para periciar a área, fiscalizar os procedimentos de contenção e orientar a segurança da navegação no perímetro.
Próximos passos: içamento do catamarã
Após o controle do foco de poluição e a avaliação do casco, os órgãos competentes e os responsáveis pela embarcação preparam a próxima etapa da operação, que consiste no içamento do catamarã para a remoção definitiva da água.
O episódio reacende o debate sobre a fiscalização técnica e a manutenção preventiva das embarcações de passeio e transporte de passageiros que operam diariamente no Lago Verde e no rio Tapajós.
O Pará Política segue acompanhando os trabalhos de remoção do catamarã e os desdobramentos da perícia técnica.
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