Especialistas destacam a necessidade de equilíbrio entre cautela e ousadia, com foco em setores sensíveis nos EUA e maior integração com a Ásia
O Brasil deve responder com medidas calculadas ao "tarifaço" imposto pelos Estados Unidos, combinando retaliações seletivas e fortalecimento de alianças comerciais alternativas, segundo análise do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). A recente Lei da Reciprocidade, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autoriza o governo a retaliar países que adotam barreiras comerciais injustas, oferecendo margem para uma reação estratégica.

Estratégia brasileira: como responder aos EUA sem escalar o conflito
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Retaliação inteligente
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O Cebri recomenda focar em setores politicamente sensíveis nos EUA, como agricultura e indústria, para pressionar Washington sem desencadear uma guerra comercial ampla.
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Exemplo: Restrições a produtos agrícolas de estados-chave no Farm Belt (cinturão agrícola americano) poderiam mobilizar lobbies contrários às tarifas.
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Diversificação comercial urgente
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A Ásia emerge como prioridade, com destaque para China, Índia e Sudeste Asiático, onde as exportações brasileiras já superam as destinadas a vários países europeus.
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A viagem de Lula à China em maio buscará novos acordos em infraestrutura e comércio, reduzindo a dependência do mercado americano.
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Diplomacia na OMC
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O governo avalia que as tarifas americanas violam regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e pode acionar o órgão para resolver a disputa.
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Impacto do "tarifaço" americano
Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, e as novas tarifas afetam desde commodities até manufaturados. Setores como aço, suco de laranja e carnes estão entre os mais vulneráveis.
Próximos passos
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Maio: Lula se reunirá com o governo chinês para ampliar parcerias.
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Diálogo com os EUA: O Itamaraty mantém canais abertos para negociar soluções, mas prepara contramedidas caso as tratativas fracassem.
O Brasil precisa equilibrar firmeza e pragmatismo, usando a retaliação como ferramenta de pressão, enquanto acelera a diversificação de mercados para reduzir riscos futuros.
