A política de segurança pública voltada ao monitoramento e controle das hidrovias paraenses segue apresentando resultados expressivos no combate ao crime organizado e ao narcotráfico. Um balanço divulgado nesta terça-feira (20) aponta que as Bases Fluviais Integradas do Governo do Pará já alcançaram a marca histórica de 7,8 toneladas de drogas apreendidas nos rios do estado.
Instaladas em pontos estratégicos da Amazônia paraense desde 2022 pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), as três estruturas fixas — Base Antônio Lemos (em Breves, no Marajó), Base Baixo Tocantins (em Abaetetuba) e a Base Candiru (em Óbidos, no Baixo Amazonas) — redefiniram o patrulhamento fluvial e a proteção às comunidades ribeirinhas.
Efetivo Permanente e Tecnologia de Ponta
Para garantir a vigilância contínua de mais de 260 mil quilômetros quadrados de malha fluvial, o Estado estruturou um efetivo permanente de 85 agentes de segurança pública distribuídos estrategicamente pelas unidades. As equipes contam com policiais militares, civis, bombeiros, peritos, além de órgãos parceiros como a Receita Federal, Sefa e Adepará, assegurando uma resposta rápida e integrada.
O sucesso das operações também está atrelado aos investimentos em tecnologia e aparelhamento tático. As bases operam com embarcações blindadas, rádios marítimos digitais, radares de alta precisão e câmeras térmicas, permitindo o monitoramento de embarcações em qualquer horário e a identificação imediata de movimentações suspeitas nos rios.
Impacto na Redução da Criminalidade e Proteção Ribeirinha
A presença ostensiva e permanente das forças estaduais nas rotas fluviais provocou uma retração drástica nos índices de criminalidade e pirataria nos rios, garantindo paz e segurança para quem vive e trabalha na região.
Além do combate implacável ao tráfico de entorpecentes, contrabandos e crimes ambientais (como apreensões expressivas de pescado irregular e madeira ilegal), as bases fluviais cumprem um importante papel social. Regularmente, as unidades ofertam ações de cidadania e saúde às comunidades do entorno, com emissão de documentos (RG), orientações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), emissão da CIPTEA e palestras preventivas.
Com a consolidação dessa rede de monitoramento, o Governo do Pará reafirma o compromisso de assegurar a soberania do Estado nas águas amazônicas, sufocando as rotas do crime e garantindo proteção, dignidade e desenvolvimento seguro para as famílias ribeirinhas.
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