A sonhada viagem rumo ao Palácio do Governo do Pará a bordo da tal "kombi" de Daniel Santos ganhou contornos de comédia dramática. O veículo, que já não ostentava aquela frota de primeira linha, acabou de perder mais um passageiro de peso.
O Partido Novo decidiu que a carona com o ex-prefeito de Ananindeua não compensa o risco e prapitou o alarme de emergência: desembarque oficial efetuado com sucesso.
Para quem achava que a aliança estava ajeitada no "popopó" eleitoral, a embarcação começou a dar sinais claros de que pode naufragar antes mesmo de alto-mar.
"Não é confiável": a lavagem de roupa suja do Partido Novo
O rompimento não foi discreto. Em um verdadeiro "soco na mesa" dos bastidores, o ex-deputado federal Vavá Martins tratou de explicar o porquê da debandada. O dirigente acusou Daniel Santos de ter priorizado de forma escancarada a campanha de reeleição de sua esposa, a deputada federal Alessandra Haber, deixando os aliados da chapa a pão e água.
Sem meias palavras, Vavá cravou que o pré-candidato "não é uma pessoa confiável". Como troco, o Novo não apenas pulou fora do projeto de Daniel, como anunciou que terá candidatura própria ao Palácio do Governo com o próprio Vavá Martins, garantindo ainda um palanque exclusivo para Romeu Zema no Pará.
Restou o banco de trás
A debandada do Novo escancara o isolamento de Daniel Santos. O que era para ser um arco de alianças encorpado vai virando uma lotação de passageiros descontentes.
Entre prioridades caseiras e promessas não cumpridas, o motorista da kombi agora precisa gerenciar o superaquecimento do motor e o barulho da fumaça, enquanto a oposição assiste de camarote ao "popopó" engasgar no meio do caminho.
O Pará Política segue acompanhando os desdobramentos — e os próximos que pedirem para desembarcar.
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