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Sábado, 27 de Junho 2026
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🚨 Nova Lei Ambiental Aprovada pelo Congresso Gera Alerta sobre Retrocessos na Proteção da Amazônia

Ministra Marina Silva critica proposta que facilita obras com autodeclaração ambiental e alerta para riscos aos povos indígenas e ao equilíbrio ecológico

🚨 Nova Lei Ambiental Aprovada pelo Congresso Gera Alerta sobre Retrocessos na Proteção da Amazônia
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Uma nova proposta aprovada pelo Congresso Nacional tem gerado preocupação entre ambientalistas, lideranças indígenas e representantes do governo. A medida permite que empreendimentos de impacto ambiental considerado médio sejam liberados por meio de autodeclaração, sem a necessidade de um licenciamento prévio rigoroso. Além disso, o texto acelera a aprovação de projetos classificados como “estratégicos”, enfraquecendo o controle sobre áreas ecologicamente sensíveis.

 

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi uma das vozes mais firmes contra a aprovação. Em declaração à imprensa, ela alertou que a medida representa um risco grave à proteção ambiental no país, podendo reverter avanços históricos. “Estamos diante de uma flexibilização perigosa, que compromete a preservação da Amazônia e expõe os povos indígenas a ameaças ainda maiores”, afirmou a ministra.

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Especialistas apontam que a nova lei pode ampliar significativamente o desmatamento, principalmente em regiões como a Amazônia Legal e o Cerrado, onde os mecanismos de fiscalização já enfrentam dificuldades. Com a possibilidade de autodeclaração, o processo se torna vulnerável a fraudes e omissões, prejudicando a transparência e o controle por parte dos órgãos ambientais.

 

Entidades da sociedade civil e movimentos ambientais iniciaram uma mobilização para pressionar o governo federal a vetar pontos do projeto. O prazo para que o presidente Lula se manifeste vai até o dia 8 de agosto, e há expectativa de que partes do texto sejam barradas ou revistas. A equipe jurídica do Planalto já estuda possíveis ajustes para evitar retrocessos ambientais sem comprometer o desenvolvimento de obras estratégicas.

 

O debate expõe mais uma vez o embate entre interesses econômicos e a preservação ambiental no Brasil. Para Marina Silva e diversos parlamentares da base aliada, é possível conciliar crescimento com responsabilidade ecológica mas isso exige regras claras, fiscalização efetiva e compromisso político com o futuro sustentável do país.

Ivan Leão

Publicado por:

Ivan Leão

Redação do Pará Política.

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