Dizem que na política a gratidão costuma ter prazo de validade curto, mas nos bastidores locais, o prazo parece ter vencido na velocidade de um jantar. Um registro exclusivo obtido pela coluna revela o exato momento em que um grupo de parlamentares começou a desenhar o abandono à base do Governo Municipal.
O movimento, encabeçado pelo conhecido vereador Elielton Lira, reuniu parlamentares para ajustar o "desembarque" estratégico. No entanto, o que mais chamou a atenção nos bastidores não foi apenas a mudança de lado, mas o nível de prudência — para não dizer desespero — de um dos presentes na mesa.
"Rebelde", mas nem tanto
Enquanto o prato principal era servido, a coragem política de um dos nobres edis esbarrou na folha de pagamento. Entre uma articulação e outra, a frase da noite ecoou sem pudores entre os presentes:
"Eu não posso aparecer! Tenho meus filhos e muitos indicados no Governo Municipal, corro o risco de perder meu espaço... Mas pode fechar o acordo que eu vou ficar atuando por trás!"
A cena escancara a tática do "oposição de moita": o desejo ardente de pular do barco acompanhado do medo visceral de perder os cargos comissionados da família.
O raio-x do "pacto da moita"
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Oposição de Conveniência: A pressa para articular contra a gestão enquanto desfruta das benesses da base aliada.
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Amor ao Contracheque: O compromisso moral com a mudança de lado só vai até onde não afeta os cargos dos parentes nomeados na máquina pública.
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Gratidão em Xeque: Na feira de vaidades da política, a falta de lealdade costuma revelar muito mais sobre o caráter dos envolvidos do que sobre estratégia eleitoral.
Enquanto os acordos de bastidores continuam sendo selados longe dos olhos do eleitor, fica a pergunta: até quando o "conspirador cauteloso" conseguirá manter os filhos no governo enquanto empurra a faca nas costas da própria gestão? Os próximos capítulos prometem desenrolar essa trama.
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