Ele protagoniza uma cena que lembra um episódio bíblico marcante: o beijo de Judas, símbolo máximo da traição a Jesus Cristo.
Passaram-se décadas, mas ainda vemos, dentro da igreja, algumas “peças preciosas” vestindo pele de ovelha para se disfarçar e sobreviver dentro do rebanho, sempre buscando algum tipo de vantagem.
O deputado federal Olivar Marques, que se apresenta como representante da Assembleia de Deus, agora parece cuspir no prato em que se alimentou por muitos anos.
Esse tipo de posicionamento de alguns que se dizem líderes da igreja evangélica Assembleia de Deus no Pará tem preocupado os verdadeiros homens de Deus — dos poucos que ainda resistem dentro da atual estrutura da igreja. Muitos chegam a sentir saudade da simplicidade e da pureza da chamada igreja primitiva.
Politicamente, Olival Marques provavelmente pode ser um dos nomes a ficar sem mandato na próxima eleição. Sem uma base consolidada, vem perdendo, dia após dia, o capital político que possuía. Não conseguiu manter sua liderança dentro das igrejas, e até os chamados “líderes de campo” têm decepcionado muitos irmãos na fé.
Esse fenômeno não acontece apenas na capital do estado. Em Santarém — o terceiro maior colégio eleitoral do Pará — também há sinais dessa divisão. Na região, a igreja Assembleia de Deus tem como liderança o pastor Washington, que recentemente teria aberto espaço e orientado pequenos pastores de seu campo a apoiar a pré-candidata católica Adriana Almeida.
Diante disso, surge uma pergunta que muitos fiéis têm feito:
por que apoiar alguém de fora da igreja e não os próprios irmãos da fé?
Será que a igreja está se tornando um comércio político?
E o pobre rebanho, estaria sendo negociado a preço de ouro?
Uma coisa parece clara: a igreja está politicamente dividida. E o deputado federal Olival Marques pode estar se despedindo do mandato, desgastado politicamente tanto dentro quanto fora da igreja.
Infelizmente, o que se vê hoje é parte da liderança conduzindo as ovelhas para a boca do lobo — ou da loba.

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