A descentralização e o fortalecimento da saúde pública no Oeste do Pará alcançaram um marco expressivo. Em quase quatro meses de funcionamento, a Central de Regulação das Urgências (CRU) do Baixo Amazonas e Tapajós, sediada em Santarém, registrou 15.901 chamadas pelo número 192 entre os dias 3 de julho e 20 de outubro de 2026.
Deste total, 9.348 foram atendimentos produtivos (59% das ligações), com orientação médica imediata e acionamento das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Implantada pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a central transformou o socorro de urgência e emergência na região.
Principais Ocorrências e Crescimento da Demanda
O balanço divulgado aponta que as maiores demandas atendidas pela central envolveram casos de mal-estar geral, acidentes de trânsito, traumas diversos e surtos psicóticos. A unidade contabilizou ainda 6.553 chamadas relativas a orientações, enganos e trotes.
A procura pelo serviço apresentou crescimento contínuo desde a sua inauguração:
Julho: 2.576 atendimentos.
Agosto: 2.151 atendimentos.
Setembro: 5.396 atendimentos (maior pico mensal registrado).
Funcionando 24 horas por dia, a regulação médica regionalizada substituiu um modelo antigo e fragmentado por uma assistência coordenada e segura.
"Antes, os atendimentos eram organizados de forma mais localizada, com limitações na integração entre os municípios. Com a nova estrutura, a população passou a contar com um serviço que recebe a solicitação, realiza a avaliação inicial e orienta o paciente, com médicos reguladores definindo a conduta mais adequada", destacou o enfermeiro técnico da CRU, Christiano Lima.
Abrangência Regional e Santarém como Polo
Estruturada para cobrir 20 municípios das regiões do Baixo Amazonas e Tapajós, a central atende uma população estimada em mais de 1 milhão de habitantes.
No consolidado entre julho e setembro, Santarém reafirmou sua posição como polo estratégico de saúde regional, concentrando 89,85% das demandas (9.096 atendimentos). Na sequência figuram Novo Progresso (364), Itaituba (363), Oriximiná (85) e Aveiro (54).
O trabalho dos médicos reguladores permite otimizar o envio de ambulâncias e organizar os encaminhamentos para os hospitais de referência, evitando deslocamentos desnecessários e garantindo que o recurso certo chegue rápido a quem mais precisa.
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