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Sexta-feira, 30 de Outubro 2026
Brasil

Deputada Célia Xakriabá repudia ataque do deputado Delegado Caveira na Câmara: "Não vão me calar"

Parlamentar indígena foi mandada "calar a boca" e atacada verbalmente durante sessão no Congresso Nacional; bancada feminina e parlamentares reagiram em solidariedade à deputada.

Deputada Célia Xakriabá repudia ataque do deputado Delegado Caveira na Câmara:
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Mais um episódio de violência política de gênero e preconceito marcou os trabalhos no Congresso Nacional. A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG), primeira mulher indígena eleita pelo estado de Minas Gerais, usou suas redes e pronunciamentos para repudiar os ataques proferidos contra ela pelo deputado federal Delegado Caveira (PL-PA) durante debate na Câmara dos Deputados.

Segundo a parlamentar, o deputado paraense a mandou "calar a boca" e declarou que ela viria "do lado dos demônios", em um claro ataque à sua identidade, à sua fé e à sua representatividade institucional e ancestral.

"Nossa voz não pede licença para existir"

Em uma declaração firme sobre o ocorrido, Célia Xakriabá reafirmou sua trajetória de luta e rechaçou qualquer tentativa de intimidação dentro do Parlamento:

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"Fui mandada calar a boca pelo deputado Caveira, que também disse que eu venho do lado dos demônios. Não vou aceitar que tentem me intimidar ou desrespeitar quem eu sou, minha história e os povos que represento. Sou mulher indígena, professora e deputada federal. Tenho o direito de falar, de me posicionar e de defender os nossos povos", declarou a deputada.

Célia também destacou a dimensão coletiva da agressão sofrida no Plenário:

"Quando tentam silenciar uma mulher indígena, não é só a minha voz que tentam calar. É uma história inteira de resistência. Não vão me calar. Seguirei de cabeça erguida, porque a nossa voz não pede licença para existir", completou.

Rede de Apoio e Solidariedade no Congresso

Diante da gravidade da conduta, diversos parlamentares saíram em defesa da deputada Xakriabá no momento do ataque, como os deputados Rinaldo Malafaia e Erika Kokay (PT-DF), que exigiram respeito ao decoro parlamentar e ao direito de fala das mulheres no Poder Legislativo.

O caso reacende o debate sobre o cumprimento do regimento interno da Câmara e a necessidade de punições exemplares do Conselho de Ética para episódios de violência política de gênero e intolerância religiosa/étnica promovidos contra parlamentares no exercício do mandato.

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Ivan Leão

Publicado por:

Ivan Leão

Redação do Pará Política.

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