A mobilização é resultado de uma escalada de conflitos envolvendo o parlamentar, que, segundo lideranças indígenas e representantes de movimentos sociais, tem adotado posturas agressivas, desrespeitosas e hostis, especialmente em pautas ambientais e relacionadas aos povos originários.
Entre os episódios citados pelos manifestantes estão declarações públicas atribuídas ao vereador Malaquias, nas quais ele teria ameaçado matar as garças que fazem parte do patrimônio ambiental de Santarém, além de defender a retirada de árvores dos meios-fios e canteiros centrais das avenidas da cidade, o que provocou forte reação de ambientalistas e da população.
O caso que mais agravou a situação, segundo relatos dos movimentos, ocorreu durante uma manifestação na Avenida Tapajós, quando o vereador Malaquias teria tentado atropelar um indígena que participava do ato. O episódio gerou revolta imediata e foi apontado como um dos principais fatores para o avanço do pedido de impeachment.
O protesto também tem como pano de fundo a luta contra o Decreto nº 12.600/2025, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que trata de diretrizes sobre a drenagem do Rio Tapajós. Povos indígenas e movimentos sociais afirmam que o decreto representa risco ambiental e ameaça direta aos modos de vida das comunidades tradicionais da região.
Durante a ocupação da Câmara, lideranças indígenas reforçaram que o movimento é pacífico, mas afirmaram que não aceitarão omissão, silêncio ou conivência do Legislativo Municipal. “Não é apenas sobre um vereador. É sobre respeito aos povos indígenas, ao meio ambiente e à vida”, declarou uma liderança durante o ato.
Até o fechamento desta matéria, a Câmara Municipal de Santarém não havia se manifestado oficialmente sobre o pedido de cassação do vereador Malaquias nem sobre as denúncias apresentadas pelos manifestantes.
Os movimentos garantem que seguirão mobilizados e pressionando o Legislativo até que haja uma resposta concreta, com a apuração rigorosa dos fatos e o posicionamento institucional diante das acusações.

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