O futuro político do ministro do Turismo, Celso Sabino, segue em aberto enquanto o União Brasil se prepara para decidir, ainda nesta semana, sobre sua possível expulsão do partido. Em meio às incertezas partidárias, Sabino mantém sua atenção voltada para a COP30, conferência climática que será sediada em Belém (PA) — cidade que representa o centro de sua base eleitoral e, possivelmente, o palco de sua projeção política.
Durante o programa CNN Novo Dia, a analista de política Luísa Martins avaliou que o “cálculo de Sabino passa pela vitrine da COP30”, apontando que o ministro enxerga o evento como uma oportunidade estratégica para fortalecer sua imagem nacional e regional, principalmente diante da visibilidade internacional que Belém receberá.
Mesmo após ter entregue uma carta de demissão, Sabino permanece no cargo a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O gesto sinaliza uma tentativa de equilíbrio político entre o governo e o União Brasil, partido que ainda integra a base aliada, mas vive tensões internas.
Na semana passada, o ministro participou de agendas oficiais em Belém, reforçando sua ligação com o estado e destacando o papel do Pará na construção de um turismo sustentável. Em declarações públicas, Sabino reafirmou seu apreço pela população paraense e sua fidelidade ao governo federal, demonstrando disposição em continuar na Esplanada, mesmo sob pressão partidária.
Enquanto aguarda a decisão do União Brasil, Celso Sabino segue tentando transformar a COP30 não apenas em um marco ambiental e turístico, mas também em um trampolim político capaz de redefinir seu espaço no cenário nacional.
