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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026

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Capacitismo é tema de palestra em escola estadual de Belém e desperta reflexão entre alunos

Ação promovida pela Seaster mostra como expressões comuns reforçam preconceito contra pessoas com deficiência e aponta caminhos para mudança de atitude no cotidiano escolar

Capacitismo é tema de palestra em escola estadual de Belém e desperta reflexão entre alunos
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Alunos e professores da Escola Estadual Dom Pedro II, no bairro do Marco, em Belém, participaram nesta segunda-feira (15) de uma palestra que trouxe à tona um tema ainda pouco discutido nas salas de aula: o capacitismo. A ação foi promovida pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), com coordenação do Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (Ciic).

 

A atividade abriu a campanha estadual de combate ao capacitismo nas escolas públicas, levando conscientização e informação para dentro do ambiente escolar. A palestra foi conduzida pela pedagoga Suzana Santos, que alertou sobre como palavras, brincadeiras e expressões rotineiras podem carregar preconceitos naturalizados contra pessoas com deficiência.

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“Nosso objetivo é mostrar que o capacitismo muitas vezes passa despercebido. As pessoas falam sem perceber o impacto que isso tem. Precisamos reforçar o valor da inclusão e combater o bullying contra alunos com deficiência, que são tão capazes quanto qualquer outro”, afirmou Suzana.

 

 

Vergonha e exclusão silenciosa

 

 

A Escola Dom Pedro II conta com uma sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), dedicada ao suporte de alunos com deficiência. No entanto, segundo relatos de professores e alunos, a vergonha e o medo do preconceito ainda afastam muitos estudantes desse espaço.

 

O professor Gabriel Gaby ressaltou que a iniciativa vem em boa hora. “A gente vê no dia a dia que muitos alunos evitam o AEE porque têm medo de serem rotulados. Muitos ainda chegam com falas capacitistas que ouvem em casa. Por isso é tão importante trazer esse tipo de informação pra dentro da escola”, comentou.

 

 

Voz dos alunos

 

 

Para os estudantes, a palestra foi um momento de aprendizado e reflexão. A aluna Carla Santana destacou como atitudes simples podem fazer a diferença:

 

“Gostei muito da palestra. Aprendi que tem muitas palavras e piadas que a gente fala sem pensar e que podem machucar. Agora quero mudar isso e conversar com minha família e amigos também.”

 

 

Serviços para inclusão

 

 

Além da campanha, a Seaster mantém, em parceria com a Sespa, o Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (Ciic), que oferece serviços gratuitos como:

 

  • Central de Interpretação de Libras (Cilpa), voltada para pessoas surdas;
  • Atendimento nas áreas de saúde e apoio psicossocial;
  • Posto do Sine, para intermediação de vagas de emprego inclusivas.

 

 

O Ciic fica localizado na Av. Almirante Barroso, nº 1765, entre as travessas Angustura e Barão do Triunfo, no bairro do Marco, em Belém.

 

 

Próximos passos

 

 

A campanha deve se estender a outras escolas da rede estadual, ampliando o debate sobre inclusão, respeito e empatia. Com ações como essa, o governo busca romper o ciclo de preconceito e desinformação, contribuindo para uma educação mais justa e acessível a todos.

Comentários:
Ivan Leão

Publicado por:

Ivan Leão

Redação do Pará Política.

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