🚨 CASO HELENA: PERÍCIA DESCARTA VIOLÊNCIA SEXUAL E POLÍCIA PASSA A TRATAR MORTE DE BEBÊ COMO HOMICÍDIO CULPOSO
Criança de 10 meses morreu após sofrer asfixia mecânica indireta em apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza; dois homens haviam sido presos inicialmente sob suspeita de estupro com resultado morte
FORTALEZA (CE) — A investigação sobre a morte da bebê Helena Rodrigues Almeida, de 10 meses, teve uma importante reviravolta nesta sexta-feira (17).
Os exames realizados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) descartaram a ocorrência de violência sexual e apontaram que a causa da morte foi asfixia mecânica indireta, provocada pela compressão da caixa torácica.
Após a conclusão dos laudos e o avanço das diligências, a Polícia Civil do Ceará passou a tratar o caso como homicídio culposo, situação em que não há intenção de matar.
🔎 SUSPEITA INICIAL LEVOU À PRISÃO DE DOIS HOMENS
Helena morreu na segunda-feira (13), em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.
Inicialmente, dois homens, de 22 e 26 anos, foram presos em flagrante sob suspeita de estupro de vulnerável com resultado morte. A prisão ocorreu após informações apresentadas em um protocolo de encaminhamento emitido pelo hospital particular onde a criança recebeu atendimento.
O documento mencionava uma suposta laceração na região anal e indicava suspeita de asfixia e abuso sexual. Com base nessas informações iniciais, a Polícia Civil realizou as prisões enquanto aguardava a conclusão dos exames periciais.
⚖️ EXAMES NÃO ENCONTRARAM SINAIS DE ABUSO SEXUAL
A investigação mudou de rumo após a conclusão dos exames da Pefoce.
Segundo as informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, os exames cadavéricos, sexológicos e laboratoriais não identificaram violência sexual, presença de sêmen ou material genético dos dois homens no corpo da criança.
Os exames de alcoolemia e drogas também não detectaram a presença dessas substâncias nas amostras analisadas. A perícia explicou ainda que a alteração inicialmente interpretada como possível lesão era, na realidade, uma leve dilatação dos esfíncteres, reação considerada normal em situações como a do caso.
🫁 MORTE FOI CAUSADA POR ASFIXIA MECÂNICA INDIRETA
De acordo com o perito-geral Júlio Torres, a morte ocorreu por asfixia mecânica indireta, que não acontece pela obstrução direta das vias respiratórias, mas pela compressão da caixa torácica, impedindo a respiração adequada.
A mãe relatou à Polícia Civil que, ao acordar, encontrou a filha sob o corpo do primo de seu namorado. Segundo o depoimento, a criança estava inerte e não reagia quando foi retirada da situação.
O homem afirmou, por sua vez, que a bebê não estava na cama quando ele se deitou. O namorado da mãe também declarou que não dormia no quarto onde a criança estava. Ambos negaram envolvimento no crime.
🚨 CASO GEROU REVOLTA E DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES FALSAS
A suspeita inicial de violência sexual provocou forte comoção e revolta nas redes sociais. No entanto, após a divulgação dos resultados oficiais da perícia, o advogado que representa a mãe da bebê afirmou que pretende responsabilizar pessoas que teriam divulgado acusações e informações falsas contra a família.
A defesa declarou que a família busca o esclarecimento completo dos fatos e que medidas jurídicas poderão ser adotadas contra quem teria propagado acusações sem comprovação.
🧾 INVESTIGAÇÃO SEGUE COM NOVO ENQUADRAMENTO
Os resultados dos exames produzidos pela Pefoce já foram encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, segundo o delegado-geral Márcio Gutiérrez.
A partir da conclusão pericial, o principal desafio das autoridades é esclarecer exatamente como ocorreu a compressão que provocou a morte da bebê e definir eventuais responsabilidades criminais dentro do novo enquadramento investigativo.
A Polícia Civil ainda deverá analisar todos os elementos do caso, incluindo depoimentos, laudos e demais provas reunidas durante a investigação.
⚠️ A VERDADE PRECISA PREVALECER
O caso Helena expõe a importância de aguardar a conclusão das investigações antes de transformar suspeitas em condenações públicas.
A morte de uma criança de apenas 10 meses é uma tragédia que exige respostas. Mas, diante da reviravolta apresentada pelos laudos oficiais, qualquer acusação precisa ser analisada com base em provas, perícia e devido processo legal.
O que está confirmado até o momento é que Helena morreu por asfixia mecânica indireta, não houve comprovação pericial de violência sexual e a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio culposo.
📍 O caso continua sob investigação.
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