Em uma iniciativa histórica, o governo do Pará deu início à formulação da Política Estadual de Educação Escolar Indígena, com foco na valorização da cultura, da identidade e das especificidades dos povos originários. Participei da cobertura de uma das reuniões realizadas em Belém, que reuniu lideranças indígenas, representantes do governo estadual e instituições federais, marcando um passo importante rumo a uma educação mais inclusiva e justa.
O encontro contou com a presença do governador Hélder Barbalho, da vice-governadora Hana Ghassan, e de órgãos como a Fepipa (Federação dos Povos Indígenas do Pará), a Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), o Ministério dos Povos Indígenas e o Conselho Estadual de Educação. A proposta é simples e profunda: construir uma política pública ouvindo quem mais entende da realidade indígena — os próprios indígenas.
📚 O que está sendo proposto?
Entre os principais pontos discutidos, destaco:
- Ensino bilíngue e intercultural como base do currículo nas aldeias;
- Valorização salarial dos professores indígenas, que muitas vezes trabalham em condições precárias;
- Criação do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena, com representação efetiva dos povos originários;
- Ampliação do acesso à infraestrutura escolar em regiões de difícil acesso.
Segundo o próprio governador Hélder, a construção dessa política “não será feita de cima para baixo”, mas com escuta ativa e diálogo permanente. A vice-governadora Hana Ghassan reforçou o compromisso do governo com uma educação que respeite as raízes culturais dos povos indígenas e rompa com lógicas coloniais.
🎙️ Vozes indígenas em destaque
Em falas emocionadas, lideranças indígenas lembraram que a escola nas aldeias não pode ser uma simples extensão da escola urbana. “Queremos uma escola que fale nossa língua, ensine nossa história, respeite nossa visão de mundo”, disse um dos caciques presentes.
🌱 Por que isso importa?
Essa política estadual pode se tornar referência nacional, sobretudo em um momento em que o Brasil se prepara para sediar a COP30 em Belém. O mundo estará de olho na Amazônia — e valorizar a educação indígena é também reafirmar o compromisso com a diversidade, a floresta e seus povos.

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