Enquanto o mundo se prepara para a COP30, que acontecerá em Belém (PA), o governo brasileiro segue em direção contrária ao discurso ambientalista. Nas últimas semanas, projetos de infraestrutura e exploração de petróleo em áreas sensíveis da Amazônia vêm sendo acelerados com um detalhe preocupante: a flexibilização dos licenciamentos ambientais.
Entre os projetos em curso estão estradas federais atravessando territórios indígenas, oleodutos e avanços nas negociações para a perfuração de blocos de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, uma área de alta biodiversidade. Tudo isso amparado por medidas que reduzem etapas do licenciamento ambiental, numa tentativa de “destravar” investimentos.
Especialistas e ambientalistas denunciam a contradição entre o que o governo promete internacionalmente e o que realmente executa. “É um retrocesso perigoso, especialmente em um ano em que o Brasil tenta se firmar como liderança verde global”, alertou um pesquisador do Instituto Socioambiental.
Além disso, o avanço dessas obras ameaça comunidades tradicionais, causa desmatamento indireto e pode manchar a imagem do Brasil na COP30 evento que teria tudo para ser um marco positivo na agenda climática nacional.
A pergunta que fica é: como o país pode sediar uma conferência climática e, ao mesmo tempo, dar sinal verde para projetos que colocam em risco o maior bioma do planeta?

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