A iniciativa busca garantir renda aos produtores paraenses, preservar a sanidade das lavouras e fortalecer a cadeia produtiva do cacau, estratégica para a economia regional.
Durante audiência em Brasília, representantes do governo estadual defenderam a revisão de normas que hoje permitem a importação do fruto, alertando para os impactos diretos na desvalorização do preço pago ao produtor local. A preocupação também envolve riscos fitossanitários, já que a entrada de cacau de outros países pode trazer pragas e doenças que ameaçam a produção nacional.
Em sonora, o governador do Pará destacou que o estado não é contra o comércio internacional, mas defende regras equilibradas e justas. Segundo ele, é fundamental proteger quem produz no Brasil, especialmente no Pará, maior produtor de cacau do país. O governador reforçou ainda que o cacau paraense tem qualidade reconhecida mundialmente e precisa de políticas que valorizem essa produção.
Leia Também:
A gestão estadual também ressaltou que milhares de famílias dependem diretamente da cultura do cacau, sobretudo em regiões como a Transamazônica e o sudoeste paraense. A desvalorização do fruto compromete não apenas a renda no campo, mas toda a economia local, afetando empregos e investimentos.
Além da revisão das normas de importação, o Governo do Pará defende o fortalecimento de mecanismos de controle sanitário e a ampliação de políticas de incentivo à produção nacional, garantindo competitividade ao cacau brasileiro no mercado interno e externo.
A expectativa é que, a partir do diálogo com o Ministério da Agricultura, sejam construídas soluções concretas para proteger os produtores, assegurar preços mais justos e manter o Pará como referência na produção de cacau de qualidade no Brasil.

Comentários: