No Pará, cerca de 1,4 milhão de lares são chefiados por mulheres, muitas das quais enfrentam dificuldades extremas para criar seus filhos sozinhas. O fim do programa de transferência de renda "Bora Belém", que beneficiava 18 mil famílias com valores entre R$ 200 e R$ 500, agravou ainda mais essa realidade.
Rosilene Braga, de 42 anos, mãe de quatro filhos, sobrevive com diárias como faxineira e vive sem energia elétrica, dependendo da solidariedade de vizinhos. Já Selene Matni, de 33 anos, cuida de três filhos um deles com autismo enquanto estuda biomedicina com apoio do Fies e enfrenta obstáculos para conseguir vagas em creches públicas.
Ambas relatam a sobrecarga causada pela falta de políticas públicas efetivas, creches acessíveis e oportunidades de trabalho. Com o fim do Bora Belém, sancionado pela Câmara Municipal, essas mulheres aguardam novas iniciativas prometidas pela prefeitura para atender as famílias em vulnerabilidade.
“Nos chamam de folgadas, mas não oferecem alternativa. Só queremos trabalhar e cuidar dos nossos filhos com dignidade”, desabafa Selene.

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