A decisão não é apenas familiar. É política, tática e, sobretudo, inteligente dentro do atual contexto. Ao invés de dividir forças, a Família Rocha opta por concentrar capital político em um único nome — o que, na prática, aumenta significativamente o potencial competitivo do grupo nas eleições.
Dayan Rocha, filho do ex-deputado Antônio Rocha, chega ao jogo já com respaldo de peso. Sua pré-candidatura pelo AVANTE foi oficialmente abonada em Belém, com o aval de lideranças estratégicas: o presidente nacional do partido, Luis Tibé, o presidente estadual e deputado Wescley Tomaz, além do governador Helder Barbalho. Ou seja, não se trata de uma candidatura isolada — é um projeto alinhado com estruturas de poder.
Além disso, Dayan assume a presidência do AVANTE em Santarém, um movimento que amplia seu controle político local e fortalece sua capacidade de articulação direta com lideranças, bases e eleitorado.
Mas é preciso analisar além da superfície.
PONTOS FORTES DO MOVIMENTO:
- Unificação do grupo político, evitando desgaste interno e divisão de votos
- Apoio de lideranças estaduais e nacionais, garantindo estrutura e visibilidade
- Renovação de imagem, com um nome mais novo entrando no jogo
- Controle partidário local, o que facilita estratégia e execução de campanha
PONTOS DE ATENÇÃO:
- Dayan ainda precisa provar densidade eleitoral própria
- Pode enfrentar resistência por ser visto como “herdeiro político”
- A expectativa criada pelo grupo pode se tornar pressão durante a campanha
O discurso de Erlon Rocha reforça o tom de unidade e estratégia: ele não apenas abre mão, mas legitima e transfere capital político ao irmão, sinalizando para sua base que o caminho agora é um só.
No tabuleiro político, movimentos assim não são recuos — são reposicionamentos. E, neste caso, tudo indica que a Família Rocha está jogando para vencer, não apenas para participar.
Agora, o desafio está nas mãos de Dayan: transformar articulação em voto, apoio em resultado e expectativa em mandato.

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