O marco mais recente foi o primeiro abate de animais acompanhados pelo Sistema de Rastreabilidade Bovídea Individual do Pará (SRBIPA), em agosto. Pela primeira vez, todo o percurso — da fazenda até o frigorífico — foi registrado de forma transparente, garantindo controle de origem e qualidade da carne.
O que muda para os produtores
A grande diferença é que o gado deixa de ser visto em lotes e passa a ter um registro único, como se fosse um “CPF”. Isso permite acompanhar peso, vacinas, movimentação e histórico completo do animal.
Para pequenos pecuaristas, o governo ainda fornece os “brincos” de identificação de graça, o que abre espaço para inclusão de quem tem até 100 cabeças no rebanho.

Tecnologia e sustentabilidade de mãos dadas
O sistema funciona com tecnologia de radiofrequência (RFID), a mesma usada em vários países que já adotaram a rastreabilidade. Ela não depende de internet e assegura precisão no controle.
No Marajó, por exemplo, produtores já perceberam ganhos na gestão do rebanho. Além do monitoramento sanitário, a iniciativa reforça práticas de preservação ambiental e ajuda a conectar o Pará a mercados mais exigentes.

Por que isso importa
A rastreabilidade dá mais segurança contra doenças, fortalece a defesa agropecuária e abre portas para exportação. Mas vai além: permite que a pecuária paraense avance de forma sustentável, inclusiva e competitiva.
Esse passo coloca o Pará em evidência no cenário nacional e internacional, não apenas como um grande produtor de carne, mas como um estado que busca unir produção, tecnologia e responsabilidade ambiental.

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