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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026

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Para manter bancada no Congresso, PT afrouxa veto a reeleições em reunião tensa.

Em meio a divisões e bate-bocas, a direção do partido sustou uma regra criada em 2011 para encorajar a renovação entre parlamentares e dirigentes.

Para manter bancada no Congresso, PT afrouxa veto a reeleições em reunião tensa.
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Sob a condução da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, uma reunião tensa da cúpula do PT alterou trechos do regimento interno, permitindo a reeleição de parlamentares e dirigentes partidários que já tenham cumprido três mandatos consecutivos na mesma Casa Legislativa ou instância da sigla.

A contagem de mandatos começou a valer em 2011, após uma mudança no estatuto petista. Contudo, não é a primeira vez que o partido flexibiliza essa regra. No ano passado, uma alteração abriu brecha para que vereadores pudessem disputar a reeleição nas eleições municipais. 

Segundo interlocutores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dado sinal verde para a alteração no regimento. O argumento é que impedir a reeleição de mais de 30 parlamentares poderia enfraquecer a bancada petista no Congresso a partir de 2027, o que prejudicaria a governabilidade em uma eventual reeleição.

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“Não se faz renovação com medidas burocráticas. O PT não pode abrir mão de seus quadros mais experientes. Imagine perdermos cerca de 30 deputados, lideranças nos seus estados, por um detalhe burocrático”, defendeu Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente do PT. 

Segundo relatos, os ânimos se exaltaram antes mesmo do início das discussões. Um dos principais pontos de conflito ocorreu em torno do quórum necessário para a votação, realizada de forma híbrida: Valter Pomar, dirigente histórico ligado à Articulação de Esquerda, defendeu a necessidade de dois terços do Diretório, mas foi rebatido pelo deputado federal Jilmar Tatto (SP), que considerou desnecessária a maioria qualificada.

Antes do encontro, Pomar já havia criticado a proposta em seu blog, questionando a possibilidade de “vitaliciedade” para dirigentes partidários. “Qual seria a lógica de eternizar cargos? Teremos eternos presidentes, eternos secretários-gerais, eternos tesoureiros?”, escreveu.

Ao final, contudo, a proposta foi aprovada por 60 votos, com 27 contrários, incluindo os deputados federais Zeca Dirceu (PR) e Reginaldo Lopes (MG), e cinco abstenções.

FONTE/CRÉDITOS: CC
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Ivan Leão

Publicado por:

Ivan Leão

Redação do Pará Política.

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