O Estado do Pará consolidou mais um avanço histórico no combate aos ilícitos ambientais. Dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), analisados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), apontam uma redução de 26% na área recoberta por alertas de desmatamento durante o ano PRODES 2026.
No período compreendido entre 1º de agosto de 2025 e 31 de julho de 2026 — calendário oficial de monitoramento da Amazônia —, a área sob alertas caiu para 987 km², frente aos 1.325 km² registrados no ciclo anterior. A diminuição direta de 338 km² marca o menor valor da série histórica iniciada em 2018.
Trajetória de queda e recuo acumulado de 74,8%
Os indicadores mostram que a queda de 2026 consolida uma trajetória contínua de recuo iniciada em 2021. Desde o pico atingido em 2020 — quando os alertas cobriram 3.918 km² —, o Pará acumula seis reduções anuais consecutivas.
Na comparação entre 2020 e 2026, a área de alertas despencou impressionantes 74,8%, o que representa uma economia ambiental de 2.931 km² de cobertura florestal preservada. Como o DETER funciona como prévia do PRODES (o sistema do INPE que calcula a taxa oficial e consolidada de desmatamento), os números confirmam a tendência de queda na taxa anual do estado.
"A redução da área recoberta por alertas é um sinal importante dentro do acompanhamento que fazemos ao longo do ano PRODES. Como os alertas do DETER funcionam como um indicador da tendência do comportamento da taxa anual, esse resultado reforça que as ações de prevenção, monitoramento e fiscalização ambiental vêm produzindo efeitos positivos," avalia o secretário titular da Semas, Raul Protázio Romão.
Tendência positiva se estende a toda a Amazônia Legal
A resposta no Pará acompanha o movimento de recuperação verificado no bloco regional. Em toda a Amazônia Legal, a área sob alertas no ano PRODES 2026 despencou de 4.495 km² para 2.874 km², uma redução expressiva de 36,1% na comparação com o período anterior.
O resultado regional também é o mais baixo registrado desde 2018, posicionando o Pará e os demais estados amazônicos em uma trajetória favorável para o alcance das metas de sustentabilidade, preservação do bioma e atração de investimentos verdes.
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