Construído pelo Governo do Estado com diálogo permanente, escuta ativa e participação direta das comunidades tradicionais, o sistema representa um avanço concreto na valorização dos povos quilombolas como guardiões do território e da biodiversidade amazônica.
Protagonismo que vira política pública
Mais do que uma estratégia ambiental, o REDD+ no Pará nasce com base na governança participativa. As comunidades quilombolas não são apenas beneficiárias — são parte ativa na construção das regras, dos critérios e da aplicação dos recursos.
Esse modelo fortalece a segurança territorial, amplia a autonomia comunitária e reconhece que a conservação ambiental sempre esteve no centro da cultura e da organização social quilombola.
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Desenvolvimento com justiça climática
O Sistema Jurisdicional de REDD+ cria mecanismos para captar recursos internacionais vinculados à redução do desmatamento e à manutenção da floresta em pé. Esses investimentos podem se transformar em:
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Projetos de geração de renda sustentável
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Fortalecimento da agricultura familiar
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Apoio à educação e infraestrutura comunitária
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Incentivo à bioeconomia e às cadeias produtivas locais
Ao alinhar preservação ambiental com inclusão social, o Pará consolida uma agenda moderna, estratégica e conectada às exigências globais de sustentabilidade.
Um modelo para o Brasil
Em um cenário mundial cada vez mais atento às mudanças climáticas, o Estado assume posição de destaque ao estruturar um sistema jurisdicional robusto, transparente e com participação popular.
O reconhecimento das comunidades quilombolas demonstra que o desenvolvimento sustentável não pode ser construído sem quem vive, produz e protege a floresta há gerações.
O futuro projetado pelas lideranças quilombolas é claro: mais segurança, mais oportunidades e mais dignidade — com a floresta em pé e as comunidades fortalecidas.
📎 Mais informações: Agência Pará

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