Em uma das transformações mais significativas da saúde pública paraense nos últimos sete anos, o Governo do Estado alcançou a marca de seis hospitais estaduais com atendimento especializado em oncologia, distribuídos estrategicamente em cinco municípios-pólo: Santarém, Marabá, Tucuruí, Castanhal e Belém.
Em 2018, o tratamento contra o câncer estava restrito a três unidades concentradas em apenas dois municípios. Com a expansão acumulada até 2026, a rede pública estadual reduziu drasticamente a necessidade de viagens exaustivas de pacientes do interior em direção à capital.
Mapeamento da Rede Oncológica no Pará
A estrutura de alta complexidade está organizada por regiões de saúde para garantir diagnósticos rápidos, cirurgias, quimioterapia e radioterapia mais perto de casa:
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Santarém (Oeste do Pará): O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), habilitado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), oferece ciclo completo de atendimento: diagnósticos, cirurgias, quimioterapia, radioterapia, braquiterapia e suporte multiprofissional.
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Tucuruí (Região Lago): A Unacon do Hospital Regional de Tucuruí conta com acelerador linear para radioterapia, salão de quimioterapia com 11 poltronas e leitos de internação e cirurgia oncológica.
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Marabá (Sudeste do Pará): O Hospital Regional Público do Sudeste do Pará (HRSP) realiza cerca de 500 consultas ambulatoriais, 500 sessões de quimioterapia e 100 cirurgias oncológicas mensais, dispondo de 20 leitos de enfermaria especializados.
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Castanhal (Nordeste Paraense): O Hospital Regional de Castanhal integra a rede de retaguarda e tratamento oncológico para os municípios da calha nordeste e região metropolitana expandida.
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Belém (Capital): Sede das grandes referências estaduais com o Hospital Ophir Loyola (HOL) — Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) — e o Hospital Oncológico Infantil Otávio Lobo, referência para crianças e jovens de 0 a 19 anos dos 144 municípios paraenses e do Amapá.
Humanização e fim das longas viagens
A descentralização mudou a rotina de quem enfrenta o tratamento. Para o morador de Santarém, Rafael Portela Parente, de 30 anos, que faz tratamento no HRBA, a presença do serviço na cidade fez toda a diferença:
"Como moro aqui, levo dez minutos da minha casa para cá. Está sendo muito rápido, e só tenho a agradecer à equipe de médicos e profissionais pelo apoio que estão me dando", relatou.
Situação semelhante viveu Analina Costa de Oliveira, de 73 anos, moradora de Rondon do Pará, que passou a ser atendida em Tucuruí:
"Antes da Unacon de Tucuruí começar a funcionar, eu precisava viajar até a capital, a mais de quinhentos quilômetros da minha cidade. Era uma viagem muito longa e cansativa, e isso tornava o tratamento ainda mais difícil", destacou.
Próxima etapa: Altamira e a calha do Xingu
A estratégia da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) visa cobrir o vazio assistencial provocado pelas dimensões territoriais do Pará. Segundo o secretário-adjunto de Políticas de Saúde da Sespa, Ivison Carvalho, o planejamento inclui a ampliação contínua de tecnologias como a radioterapia nos hospitais regionais.
"Desde 2019 se viu a necessidade da ampliação dos serviços de oncologia dentro do Estado. O Pará é muito grande. Duplicamos essa capacidade instalada com a incorporação dos hospitais em Marabá, Tucuruí e Castanhal. E ainda vamos expandir mais: em Altamira, já está em construção a estrutura de oncologia do Hospital Regional da Transamazônica", confirmou o gestor.
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