Enquanto o ex-prefeito Daniel Santos ostenta discursos sobre gestão eficiente e utiliza a máquina pública para promover seu nome, a realidade vivida pela população de Ananindeua nos postos de saúde é de puro desespero. Uma denúncia grave feita por um paciente expõe o cenário de abandono e falta de humanidade que tomou conta da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do PAAR, uma uma unidade de saúde pública relativamente nova, mas que hoje opera em condições precárias.
Relatos de quem precisou de atendimento médico no local revelam que a unidade não dispõe sequer de água potável para os pacientes beberem. O caos atinge seu ponto mais crítico na falta de profissionais: durante o plantão, apenas um médico estava escalado para atender toda a demanda da comunidade. Para piorar, o profissional ausentou-se por volta das 22h sob a justificativa de descanso e não retornou, deixando a UPA à própria sorte durante toda a madrugada.
GRITOS DE DOR E DESAMPARO NO CORREDOR
Quem esteve na UPA do PAAR presenciou cenas de verdadeiro filme de terror. Nos corredores da unidade, pacientes sem qualquer acompanhamento médico agonizavam sem socorro. Entre os relatos, destaca-se o caso de um jovem cujos gritos de dor podiam ser ouvidos por todos que aguardavam, sem que houvesse um único médico para avaliar seu quadro ou administrar a medicação adequada.
A CONTA DO ABANDONO CAI SOBRE A POPULAÇÃO
O caos na UPA do PAAR é o reflexo direto de uma gestão que priorizou os esquemas políticos em detrimento do básico para a saúde humana. Deixar uma comunidade inteira sem médico de plantão e sem água para beber não é apenas incompetência administrativa; é uma demonstração de desrespeito e crueldade com quem mais precisa.
Enquanto a população do PAAR sofre nos corredores gritando de dor, a herança deixada por Daniel Santos na saúde de Ananindeua continua sendo marcada pelo desmonte, pela falta de estrutura e pelo absoluto desprezo pela vida dos cidadãos.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se