Em declarações à imprensa, Hana ressaltou o caráter de legado da obra para o Estado, destacando que se trata da primeira via expressa do Pará, sem sinais nem cruzamentos, conectando os principais polos urbanos e logísticos da região.
📍 Integração inédita: Com aproximadamente 14 km de extensão, a Avenida Liberdade ligará a Alça Viária à Avenida Perimetral, integrando os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba e desafogando o intenso tráfego da BR-316 — rota tradicional de acesso à capital.
A expectativa do governo é que a nova via reduza significativamente o tempo de deslocamento, facilite o escoamento de cargas para o Porto de Vila do Conde e fortaleça a conexão com regiões sul e sudeste do Pará, impulsionando setores do transporte e do comércio na RMB.
O que muda para o trânsito e para a população
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🚦 Mobilidade acelerada: Sem semáforos ou cruzamentos, a via promete fluxo contínuo em horários de pico e nos deslocamentos entre municípios.
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🚴 Estrutura completa: Conta com duas faixas por sentido, ciclovia, iluminação em LED com energia solar, além de pontes e viadutos que facilitam o tráfego e aumentam a segurança viária.
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🦅 Sustentabilidade: Foram incluídas 37 passagens de fauna, medida que mitiga impactos ao ecossistema local e reforça compromisso ambiental.
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Contexto estratégico e críticas que não podem ficar de fora
Apesar da apresentação oficial embalada em progresso e legado, analistas e lideranças comunitárias vêm apontando fragilidades e riscos que precisam entrar na pauta pública:
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Impactos sociais: líderes de comunidades tradicionais relatam que o traçado cortou territórios históricos e áreas quilombolas, levantando questões sobre efeitos sociais e culturais não devidamente mitigados pelas autoridades.
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Cortes ambientais e disputa de narrativa: há críticas sobre a forma como o projeto é apresentado como legado da COP30 — ainda que tenha origem anterior ao evento, segundo reportagens independentes — e como os benefícios ambientais anunciados se traduzem na prática.
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Expectativas versus realidade no trânsito: moradores e motoristas da região apontam que o uso e integração com vias conjuntas à Avenida Liberdade ainda serão testados na prática, e que a solução de mobilidade urbana precisa acompanhar investimentos em transporte público e gestão de tráfego integrada, não apenas uma via expressa.
O que falta para a entrega final
🗓️ A entrega está prevista para final de março — com apenas ajustes finais de pavimentação, sinalização e verificação técnica completa.
👷♂️ Acompanhamento: A obra envolve cerca de mil trabalhadores no trecho final, segundo a vice-governadora, e ainda depende de condicionantes ambientais e de integração com o sistema viário existente.
🔎 Conclusão estratégica:
A Avenida Liberdade é apresentada oficialmente como um marco de infraestrutura e mobilidade para o Pará. No entanto, para além do simbolismo e do avanço físico das obras, permanece essencial incluir no debate público as vozes das comunidades impactadas, a análise crítica dos efeitos socioambientais e a avaliação técnica das garantias de que os benefícios prometidos se traduzirão em ganhos reais e sustentáveis para a população.

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