O Ministério Público apura uma manobra contábil identificada na Prefeitura de Ananindeua envolvendo os recursos da contribuição para custeio da iluminação pública. Segundo apuração da vereadora Monique Antunes, que teve acesso a extratos bancários da administração municipal, cerca de R$ 63 milhões arrecadados dos contribuintes não teriam sido aplicados integralmente na manutenção das ruas da cidade.
De acordo com o levantamento, em vez de permanecer vinculada à sua finalidade legal, a arrecadação teria sido repassada para uma conta geral do município, o que dificulta o rastreamento do destino final do dinheiro. Moradores de diversos bairros relatam problemas recorrentes com pontos de iluminação apagados nas vias públicas.
A gestão responsável pela prefeitura no período apontado pela investigação foi comandada por Daniel Santos, hoje com pretensões políticas em nível estadual no Pará. Segundo aliados, o ex-prefeito defende adotar em outras administrações o mesmo modelo de gestão dos recursos da iluminação pública utilizado em Ananindeua, o que tem gerado preocupação entre defensores da transparência na aplicação das taxas municipais.
Procurada, a defesa de Daniel Santos ainda não se manifestou publicamente sobre a apuração do Ministério Público.
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